
Nesta semana, comemoramos mais um Natal. E essa data especial dedicada ao nascimento do menino Jesus é celebrada na nossa cultura com uma reunião familiar significativa, independente da religião, que carrega em si um símbolo: o nascimento do Cristo, o salvador.
Então, nesse período do ano, estamos um pouco divididos, uns felizes porque vão comemorar essa data ao lado dos pais vivos, ou com crianças ao redor de uma árvore, muita bebida, comida e presentes; e de outro, pessoas um pouco melancólicas ou porque não tem a tal família feliz – o que a gente sabe que é muita gente – ou porque até tem essa base forte e vínculos saudáveis, mas estão passando tempos difíceis, seja pela perda de um emprego ou de um parente, ou mesmo pelos desafios coletivos da Humanidade, que não são poucos.
Eu como analista, quero dizer a todos que sinto muito… Eu, de coração, desejaria que todos tivessem uma ceia farta, nenhuma preocupação com os boletos e muitos abraços e beijos verdadeiros. Mas, aí também eu estaria sendo muito irrealista e isso não ajuda em nada.
A vida é cheia de contradições, é como a roda da fortuna, uma hora estamos por cima outra hora por baixo. Faz parte do jogo que precisamos jogar. Mas eu quero muito te oferecer uma palavra de conforto, então eu vou dizer que vai passar… Um dia depois do outro. Mantenha a fé na vida e agora entra a figura simbólica de Cristo, que sofreu e muito em nome do bem coletivo, que se dedicou aos pobres, aos doentes aos marginalizados, que não ostentava nenhum bem material e nenhum status de relacionamento sério nas redes socias.
Então, se estamos celebrando esse Cristo com pouca humildade ou abnegação, não está celebrando a memória de Cristo. Pois bem, vivemos numa sociedade bastante adoecida, e está tudo bem não pertencer a ela nesses momentos de euforia coletiva. Outros momentos de celebração virão, com mais sabor e verdade. Essa acabou se transformando numa data comercial.
E a você que assim como eu tenho mais do que a maioria, está por cima da roda da fortuna, eu te pergunto, qual Cristo está habitando dentro de você. O Cristo da religião que defende privilégios e ideologias de desigualdade social ou até mesmo repressoras da moral e dos bons costumes ou o Cristo do amor que propagava a igualdade e a justiça social. Tem muita gente usando o nome deste símbolo do amor revolucionário para interesses individuais e criminosos. Cuidado!
Cultive a sua fé, reúna seus amigos ou entes queridos, mas pense também no coletivo. Lembre-se que Jesus reuniu seus apóstolos, seus companheiros de luta e amigos mais próximos para a última ceia, e não a sua família original. E que o presente deste noite seja a presença, o abraço, a escuta sem julgamentos, a palavra que afaga e não afasta. Tenham todos um feliz Natal, ou um Natal consciente!!!!
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